Versos Portuguese Augusto dos Anjos Noivado

Portuguese poem

Noivado

by (1884–1914)

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Os namorados ternos suspiravam, Quando há de ser o venturoso dia?! Quando há de ser?! O noivo então dizia E a noiva e ambos d'amores s'embriagavam.

E a mesma frase o noivo repetia; Fora no campo pássaros trinavam. Quando há de ser?! E os pássaros falavam, Há de chegar, a brisa respondia.

Vinha rompendo a aurora majestosa, Dos rouxinóis ao sonoroso harpejo E a luz do sol vibrava esplendorosa.

Chegara enfim o dia desejado, Ambos unidos, soluçara um beijo, Era o supremo beijo de noivado!