Portuguese poem
O Caixão Phantastico
by Augusto dos Anjos (1884–1914)
Célere ia o caixão, e, nelle, inclusas, Cinzas, caixas craneanas, cartilagens Oriundas, como os sonhos dos selvagens, De aberratorias abstracções abstrusas!
Nesse caixão íam talvez as Musas, Talvez meu Pae! Hoffmannicas visagens Enchiam meu encéphalo de imagens As mais contradictorias e confusas!
A energia monistica do Mundo, A’ meia noite, penetrava fundo No meu phenomenal cerebro cheio.
Era tarde! Fazia muito frio. Na rua apenas o caixão sombrio Ia continuando o seu passeio!