Portuguese poem
O Lupanar
by Augusto dos Anjos (1884–1914)
Ah! Porque monstruosissimo motivo Prenderam para sempre, nesta rêde, Dentro do angulo diédro da parede, A alma do homem polygamo e lascivo?!
Este logar, moços do mundo, vêde: E’ o grande bebedouro collectivo, Onde os bandalhos, como um gado vivo, Todas as noites, vêm matar a sêde!
E’ o aphrodistico leito do hetaïrismo, A antecámara lúbrica do abysmo, Em que é mister que o genero humano entre,
Quando a promiscuidade aterradora Matar a ultima força geradora E comer o ultimo ovulo do ventre!