Versos Portuguese Augusto dos Anjos Vencedor

Portuguese poem

Vencedor

by (1884–1914)

Listen in the reader

Toma as espadas rutilas, guerreiro, E á rutilancia das espadas, toma A adaga de aço, o gladio de aço, e doma Meu coração — extranho carniceiro!

Não pódes?! Chama então presto o primeiro E o mais possante gládiador de Roma. E qual mais prompto, e qual mais presto assoma, Nenhum poude domar o prisioneiro.

Meu coração triumphava nas arenas. Veio depois um domador de hyenas E outro mais, e, por fim, veio um athleta,

Vieram todos, por fim; ao todo, uns cem... E não poude domal-o emfim ninguem, Que ninguem doma um coração de poeta!