Versos Portuguese Augusto dos Anjos Ultimo Crédo

Portuguese poem

Ultimo Crédo

by (1884–1914)

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Como ama o homem adúltero o adulterio E o ebrio a garrafa toxica de rhum, Amo o coveiro — este ladrão commum Que arrasta a gente para o cemiterio!

E’ o transcendentalissimo mysterio! E’ o nous, é o pneuma, é o ego sum qui sum, E’ a morte, é esse damnado numero Um Que matou Christo e que matou Tiberio!

Creio, como o philósopho mais crente, Na generalidade decrescente Com que a substancia cósmica evolúe.

Creio, perante a evolução immensa, Que o homem universal de amanhã vença O homem particular que eu hontem fui!