Portuguese poem
Fefa
by Auta de Souza (1876–1901)
Engraçada e pequenina Eu imagino-a tão leve Como uma doce bonina, Uma açucena de neve.
No rosto, claro e risonho, Guarda a brancura de um véu; Traz à mente um casto sonho, Um sonho vindo do Céu.
Chamam-n’a Fefa. É tão bela Como um sorriso sem fim, Mimosa como uma estrela E pura como um jasmim...
O nome não lhe vai bem, Outro melhor lhe cabia: Àquela nívea cessem Deviam chamar Maria.
Parece do Céu. É linda Como um menino Jesus: Não fala direito ainda Mas beija sorrindo a Cruz.
Às vezes, junta as mãozinhas E finge que vai rezar... Eu penso nas andorinhas: Quando se põe a rezar O lábio das criancinhas É um’asa a palpitar.
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