Portuguese poem
Iv
by Camilo Castelo Branco (1825–1890)
Luiz--O Bom
Quando El-Rei D. Luiz for accolhido Aos penetraes da escura eternidade, Será pungente a funeral saudade Que mais pondera e chora o bem perdido...
Não houve em seu reinado um só gemido De guerra fratricida! A Magestade, Passando o sceptro ás mãos da Caridade, Baixava ao lar sem pão, do desvalido.
Senhor! deram-te as lettras ledos dias, E as intimas, supremas alegrias De quem trabalha--Eterna e sancta lei!
Revives na saudade, alma serena! Se a patria em que reinaste era pequena, Fôras em maior reino um grande rei.