Versos Portuguese Camilo Castelo Branco I

Portuguese poem

I

by (1825–1890)

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O Conde de S. Salvador de Mattosinhos

O conde entrou no albergue arruinado De S. Miguel de Seide. Era anciosa A vida que eu vivia tormentosa, Á cegueira fatal já condemnado.

Eu vi-lhe o coração bondoso e honrado Na face ingenua e triste e maviosa; Pulsava n'elle a nota dolorosa Do estranho soffrimento recatado.

Chorava ao despedir-se. Era a tristeza De me deixar na formidavel presa Da treva, em quanto a morte a não dissolve.

Partiu chorando. E nunca mais nos vimos. Mortos! Ao mesmo tempo, ambos cahimos Na eterna escuridão que nos envolve.