Versos Portuguese Camilo Castelo Branco Vi

Portuguese poem

Vi

by (1825–1890)

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Corôa de espinhos

Das trevas d'alem-mundo o esposo amado, Rainha, é Rei comvosco! Inda reinaes, Que o vosso throno assenta em pedestaes Dos corações que tendes conquistado.

Mas que delicias tem esse reinado?! Senhora, alguma vez não invejaes Os remançosos dias sempre iguaes, D'um doce egoismo calmo e recatado?

Reinar!... reinar chorando a cada hora! O vendaval da dôr que ruge fóra E a propria dôr!... Chimeras dolorosas!

Ha tanto abysmo em flóridos caminhos... O diadema de Christo era de espinhos!... Sagradas sois, corôas tormentosas!