Portuguese poem
Vii
by Camilo Castelo Branco (1825–1890)
Velhos problemas sagrados
Pergunta-se á divina Providencia Que segredos são estes do Destino? Ha vidas triumphaes: parecem hymno Sem nota de penosa intercadencia.
Mimosas em regalos d'opulencia, Não soffrem o revez d'um desatino: Se o buscam, acham sempre o Velocino, Sem medo que naufrague a consciencia.
Outros vão sobre espinhos arrastados Pela mão da Virtude, acorrentados Aos preceitos sanctissimos do Eterno!
Quem deu á infamia vida tão folgada? Quem dilacera a honra? É Deus ou Nada? Responde, Excelso auctor do meu inferno!