Portuguese poem
Assim!
by Casimiro de Abreu (1839–1860)
Viste o lírio da campina? Lá s'inclina E murcho no hastil pendeu! - Viste o lírio da campina? Pois, divina, Como o lírio assim sou eu!
Nunca ouviste a voz da flauta, A dor do nauta Suspirando no alto mar? - Nunca ouviste a voz da flauta? Como o nauta É tão triste o meu cantar!
Não viste a rola sem ninho No caminho Gemendo, se a noite vem? - Não viste a rola sem ninho? Pois, anjinho, Assim eu gemo, também!
Não viste a barca perdida, Sacudida Nas asas dalgum tufão? - Não viste a barca fendida? Pois querida Assim vai meu coração!