Versos Portuguese Castro Alves O «Adeus» de Thereza

Portuguese poem

O «Adeus» de Thereza

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A vez primeira que eu fitei Thereza, Como as plantas que arrasta a correnteza, A walsa nos levou nos gyros seus... E amámos juntos... E depois na sala — Adeus! — eu disse-lhe a tremer co′a falla.

E ella, córando, murmurou-me: — Adeus!

Uma noite... entreabriu-se um reposteiro... E da alcova sahia um cavalleiro Inda beijando uma mulher sem véos... Era eu... Era a a pallida Thereza! — Adeus! — lhe disse conservando-a presa...

E ella entre beijos murmurou-me: Adeus!

Passaram tempos... sec′los de delirio Prazeres divinaes... gozos do Empyrio... Mas um dia volvi aos lares meus. Partindo eu disse: — Voltarei!... descansa!... Ella, chorando mais que uma criança,

Ella em soluços murmurou-me: — Adeus!

Quando voltei... era o palacio em festa!... E a voz d′Ella e de um homem lá na orchestra Preenchiam de amor o azul dos céos. Entrei!... Ella me olhou, branca... surpresa! Foi a ultima vez que eu vi Thereza!...

E ella arquejando murmurou-me: — Adeus!