Versos Portuguese Cesário Verde De Tarde

Portuguese poem

De Tarde

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Mais morta do que viva, a minha companheira Nem força teve em si para soltar um grito; E eu, n'esse tempo, um destro e bravo rapazito, Como um homemzarrão servi-lhe de barreira!

Em meio de arvoredo, azenhas e ruinas, Pulavam para a fonte as bezerrinhas brancas; E, têtas a abanar, as mães de largas ancas, Desciam mais atraz, malhadas e turinas.

Do seio do logar--casitas com postigos-- Vem-nos o leite. Mas baptisam-n'o primeiro. Leva-o, de madrugada, em bilhas, o leiteiro, Cujo pregão vos tira ao vosso somno, amigos!

Nós davamos, os dois, um giro pelo valle: Varzeas, povoações, pégos, silencios vastos! E os fartos animaes, ao recolher dos pastos, Roçavam pelo teu «costume de percale».

Já não receias tu essa vaquita preta, Que eu segurei, prendi por um chavelhoe? Juro Que estavas a tremer, cosida com o muro, Hombros em pé, medrosa, e fina, de luneta!