Portuguese poem
De Tarde
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N'aquelle «pic-nic» de burguezas, Houve uma cousa simplesmente bella, E que, sem ter historia nem grandezas, Em todo o caso dava uma aguarella.
Foi quando tu, descendo do burrico, Foste colher, sem imposturas tolas, A um granzoal azul de grão de bico Um ramalhete rubro de papoulas.
Pouco depois, em cima d'uns penhascos, Nós acampámos, inda o sol se via; E houve talhadas de melão, damascos, E pão de ló molhado em malvasia.
Mas, todo purpuro a sahir da renda Dos teus dois seios como duas rolas, Era o supremo encanto da merenda O ramalhete rubro das papoulas!
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