Versos Portuguese Cláudio Manuel da Costa Entre este álamo, o Lise, e essa corrente

Portuguese poem

Entre este álamo, o Lise, e essa corrente

by (1729–1789)

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Entre este álamo, o Lise, e essa corrente, Que agora estão meus olhos contemplando, Parece, que hoje o céu me vem pintando A mágoa triste, que meu peito sente.

Firmeza a nenhum deles se consente Ao doce respirar do vento brando; O tronco a cada instante meneando, A fonte nunca firme, ou permanente.

Na líquida porção, na vegetante Cópia daquelas ramas se figura Outro rosto, outra imagem semelhante:

Quem não sabe, que a tua formosura Sempre móvel está, sempre inconstante, Nunca fixa se viu, nunca segura?