Portuguese poem
Formosa é Daliana; o seu cabelo
by Cláudio Manuel da Costa (1729–1789)
Formosa é Daliana; o seu cabelo, A testa, a sobrancelha é peregrina; Mas nada tem, que ver coa bela Eulina, Que é todo o meu amor, o meu desvê-lo:
Parece escura a nove em paralelo Da sua branca face; onde a bonina As cores misturou na cor mais fina, Que faz sobressair seu rosto belo.
Tanto os seus lindos olhos enamoram, Que arrebatados, como em doce encanto, Os que a chegam a ver, todos a adoram.
Se alguém disser, que a engrandeço tanto Veia, para desculpa dos que choram Veja a Eulina; e então suspenda o pranto.