Versos Portuguese Cláudio Manuel da Costa Parece, ou eu me engano, que esta fonte

Portuguese poem

Parece, ou eu me engano, que esta fonte

by (1729–1789)

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Parece, ou eu me engano, que esta fonte De repente o licor deixou turvado; O céu, que estava limpo, e azulado, Se vai escurecendo no horizonte:

Por que não haja horror, que não aponte O agouro funestíssimo, e pesado, Até de susto já não pasta o gado; Nem uma voz se escuta em todo o monte.

Um raio de improviso na celeste Região rebentou; um branco lírio Da cor das violetas se reveste;

Será delírio! não, não é delírio. Que é isto, pastor meu? que anúncio é este? Morreu Nise (ai de mim!) tudo é martírio.