Versos Portuguese Cruz e Sousa A Dor

Portuguese poem

A Dor

by (1861–1898)

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Tôrva Babel das lagrimas, dos gritos, Dos soluços, dos ais, dos longos brados, A Dôr galgou os mundos ignorados, Os mais remótos, vagos infinitos.

Lembrando as religiões, lembrando os ritos, Avassallára os povos condemnados, Pela treva, no horrôr, desesperados, Na convulsão de Tantalos aflictos.

Por businas e trômpas assoprando As gerações vão todas proclamando A grande Dôr aos frígidos espaços...

E assim parécem, pelos tempos mudos, Raças de Prometheus titaneos, rudos, Brutos e colossaes, torcendo os braços!