Portuguese poem
Alda
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Alva, do alvôr das limpidas geleiras, Desta resumbra candidez de arômas... Parece andar em nichos e redômas De Virgens medievaes que fôram freiras.
Alta, feita no talhe das palmeiras, A côma de ouro, com o setim das Cômas, Branco esplendor de faces e de pômas, Lembra ter azas e azas condoreiras.
Passaros, astros, canticos, incensos Fórmam-lhe auréolas, sóes, nimbos immensos Em torno á carne virginal e rara.
Alda faz meditar nas monjas alvas, Salvas do Vicio e do Peccado salvas, Amortalhadas na pureza clara.