Portuguese poem
Doce Abismo
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Coração, coração! a suavidade, Toda a doçura do teu nome santo É como um cálix de falerno e pranto, De sangue, de luar e de saudade.
Como um beijo de mágoa e de ansiedade, Como um terno crepúsculo d’encanto, Como uma sombra de celeste manto, Um soluço subindo a Eternidade.
Como um sudário de Jesus magoado, Lividamente morto, desolado, Nas auréolas das flores da amargura.
Coração, coração! onda chorosa, Sinfonia gemente, dolorosa, Acerba e melancólica doçura.