Portuguese poem
É delicada, suave, vaporosa
by Cruz e Sousa (1861–1898)
É delicada, suave, vaporosa, A grande atriz, a singular feitura... É linda e alva como a neve pura, Débil, franzina, divinal, nervosa!...
E d'entre os lábios setinais, de rosa Libram-se pérolas de nitente alvura... E doce aroma de sutil frescura Sai-lhe da leve compleição mimosa!...
Quando aparece no febril proscênio Bem como os mitos do passado, ingentes, Bem como um astro majestoso, helênio...
Sente-se n'alma as atrações potentes Que só se operam ao fulgor do gênio, As rubras chispas ideais, ferventes!...