Portuguese poem
Minh’alma está agora penetrando
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Minh’alma está agora penetrando Lá na etérea plaga, cristalina! Que música meu Deus febril, divina Nos páramos azuis vai retumbando!
Além, d’áureo dossel se está rasgando Custosa, de primor, esmeraldina Diáfana, sutil, longa cortina Enquanto céus se vão duplando!
Em grande pedestal marmorizado De Paiva se divisa o busto enorme Soberbo como o sol, de luz croado
De um lado o porvir — Antheu disforme Dos lábios faz soltar pujante brado Hosanas! não morreu! apenas dorme.