Versos Portuguese Cruz e Sousa Mocidade

Portuguese poem

Mocidade

by (1861–1898)

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Ah! esta mocidade! — Quem é moço Sente vibrar a febre enlouquecida Das ilusões, da crença mais florida Na muscular artéria de Colosso...

Das incertezas nunca mede o poço... Asas abertas — na amplidão da vida, Páramo a dentro — de cabeça erguida, Vê do futuro o mais alegre esboço...

Chega a velhice, a neve das idades E quem foi moço, volve, com saudades, Do azul passado, o fulgido compêndio...

Ai! esta mocidade palpitante, Lembra um inseto de ouro, rutilante, Em derredor das chamas de um incêndio!