Versos Portuguese Cruz e Sousa Na Mazurka

Portuguese poem

Na Mazurka

by (1861–1898)

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Morava num palácio — estranha Babilônia De arcadas colossais, de impávidos zimbórios, Alcovas de damasco e torreões marmóreos, Volutas primorais de arquitetura jônia.

Assim, quando surgia em meio aos peristilos Descendo, qual mulher de Séfora, vaidosa, Envolta em ouropéis, em sedas, luxuosa, Cercam-na do belo os místicos sigilos!

E quando nos saraus, assim como um rainúnculo, O lábio lhe tremia e o olhar, vivo carbúnculo, Vibrava nos salões, como uma adaga turca,

Ou como o sol em cheio e rubro sobre o Bósforo, — nos crânios os Homens sentiam ter mais fósforo... Ao vê-la escultural no passo da Mazurka...