Portuguese poem
Natureza
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Tudo por ti resplende e se constela, Tudo por ti, suavíssimo, flameja; És o pulmão da racional peleja, Sempre viril, consoladora e bela.
Teu coração de pérolas se estrela, E o bom falerno dás a quem deseja Vigor, saúde a crença que floreja, Que as expansões do cérebro revela.
Toda essa luz que bebe-se de um hausto Nos livros sãos, todo esse enorme fausto Vem das verduras brandas que reluzem!
Esse da idéia esplêndido eletrismo, O forte, o grande, audaz psicologismo, Os organismos naturais produzem...