Portuguese poem
Visões da Noite
by Fagundes Varela (1841–1875)
Passai, tristes fantasmas! O que é feito Das mulheres que amei, gentis e puras? Umas devoram negras amarguras, Repousam outras em marmóreo leito!
Outras no encalço de fatal proveito Buscam à noite as saturnais escuras, Onde, empenhando as murchas formosuras, Ao demônio do ouro rendem preito!
Todas sem mais amor! sem mais paixões! Mais uma fibra trêmula e sentida! Mais um leve calor nos corações!
Pálidas sombras de ilusão perdida, Minh'alma está deserta de emoções, Passai, passai, não me poupeis a vida!