Versos Portuguese Fagundes Varela Soneto II

Portuguese poem

Soneto II

by (1841–1875)

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Eu passava na vida errante e vago Como o nauta perdido em noite escura, Mas tu te ergueste peregrina e pura Como o cysne inspirado em manso lago,

Beijava a onda n’um soluço mago Das molles plumas a brilhante alvura, E a voz ungida de eternal doçura Roçava as nuvens em divino afago.

Vi-te; e nas chamas de fervor profundo A teus pés afoguei a mocidade Esquecido de mim, de Deus, do mundo!

Mas ai! cedo fugiste!... da soidade, Hoje te imploro d’esse amor tão fundo Uma idéa, uma queixa, uma saudade!