Portuguese poem
Canta onde nada existe
by Fernando Pessoa (1888–1935)
Canta onde nada existe O rouxinol para seu bem (?), Ouço-o, cismo, fico triste E a minha tristeza também (?)
Janela aberta, para onde Campos de não haver são O onde a dríade se esconde Sem ser imaginação.
Quem me dera que a poesia Fosse mais do que a escrever! Canta agora a cotovia Sem se lembrar de viver...