Portuguese poem
Alemtejano
Á Buja
Deu agora meio dia; o sol é quente Beijando a urze triste dos outeiros. Nas ravinas do monte andam ceifeiros Na faina, alegres, desde o sol nascente.
Cantam as raparigas brandamente, Brilham os olhos negros, feiticeiros; E ha perfis delicados e trigueiros Entre as altas espigas d'oiro ardente.
A terra prende aos dedos sensuais A cabeleira loira dos trigais Sob a benção dulcissima dos ceus.
Ha gritos arrastados de cantigas... E eu sou uma daquelas raparigas... E tu passas e dizes: «Salve-os Deus!»