Portuguese poem
Ambiciosa
Para aquêles fantasmas que passaram, Vagabundos a quem jurei amar, Nunca os meus braços lânguidos traçaram O vôo dum gesto para os alcançar...
Se as minhas mãos em garra se cravaram Sôbre um amor em sangue a palpitar... —Quantas panteras bárbaras mataram Só pelo raro gôsto de matar!
Minha alma é como a pedra funerária Erguida na montanha solitária Interrogando a vibração dos céus!
O amor dum homem?—Terra tão pisada Gota de chuva ao vento baloiçada... Um homem?—Quando eu sonho o amor dum Deus!...