Portuguese poem
Amor Que Morre
O nosso amor morreu... Quem o diria! Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta, Céguinho de te ver, sem ver a conta Do tempo que passava, que fugia!
Bem estava a sentir que êle morria... E outro clarão, ao longe, já desponta! Um engano que morre... e logo aponta A luz doutra miragem fugidia...
Eu bem sei, meu Amor, que p'ra viver São precisos amores, p'ra morrer E são precisos sonhos p'ra partir.
Eu bem sei, meu Amor, que era preciso Fazer do amor que parte o claro riso Doutro amor impossível que há de vir!