Portuguese poem
Amiga
Deixa-me ser a tua amiga, Amôr; A tua amiga só, já que não queres Que pelo teu amôr seja a melhor A mais triste de todas as mulheres.
Que só, de ti, me venha mágua e dôr O que me importa a mim?! O que quiséres É sempre um sonho bom! Seja o que fôr Bemdito sejas tu por m'o dizêres!
Beija-me as mãos, Amôr, devagarinho... Como se os dois nascessemos irmãos, Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...
Beija-mas bem!... Que fantasia louca Guardar assim, fechados, nestas mãos, Os beijos que sonhei p'rá minha bôca!...
*Desejos vãos*