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Portuguese poem

As Minhas Mãos

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As minhas mãos magritas, afiladas, Tão brancas como a água da nascente, Lembram pálidas rosas entornadas Dum regaço de Infanta do Oriente.

Mãos de ninfa, de fada, de vivente, Pobrezinhas em sêdas enroladas, Virgens mortas em luz amortalhadas Pelas próprias mãos de oiro do sol-poente.

Magras e brancas... Foram assim feitas... Mãos de enjeitada porque tu me enjeitas... Tão doces que elas são! Tão a meu gôsto!

P'ra que as quero eu—Deus!—P'ra que as quero eu?! Ó minhas mãos, aonde está o céu? ...Aonde estão as linhas do teu rosto?