Portuguese poem
Caravelas
Cheguei a meio da vida já cançada De tanto caminhar! Já me perdi! Dum estranho paiz que nunca vi Sou neste mundo imenso a exilada.
Tanto tenho aprendido e não sei nada. E as torres de marfim que construí Em trágica loucura as destruí Por minhas próprias mãos de malfadada!
Se eu sempre fui assim este Mar Morto: Mar sem marés, sem vagas e sem porto Onde vélas de sonhos se rasgaram!
Caravelas doiradas a bailar... Ai, quem me déra as que eu deitei ao Mar! As que eu lancei á vida, e não voltaram!...