Portuguese poem
As Minhas Ilusões
Hora sagrada dum entardecer D'Outono, á beira mar, côr de safira. Sôa no ar uma invisivel lira... O sol é um doente a enlanguescer...
A vaga estende os braços a suster, Numa dôr de revolta cheia de ira, A doirada cabeça que delira Num último suspiro, a estremecer!
O sol morreu... e veste luto o mar... E eu vejo a urna d'oiro, a baloiçar, Á flôr das ondas, num lençol d'espuma!
As minhas Ilusões, dôce tesoiro, Tambem as vi levar em urna d'oiro, No Mar da Vida, assim... uma por uma...
*Neurastenia*