Portuguese poem
O Meu Soneto
Em atitudes e em ritmos fleugmáticos, Erguendo as mãos em gestos recolhidos, Todos brocados fúlgidos, hieráticos, Em ti andam bailando os meus sentidos...
E os meus olhos serenos, enigmáticos. Meninos que na estrada andam perdidos, Dolorosos, tristíssimos, extáticos, São letras de poemas nunca lidos...
As magnólias abertas dos meus dedos São mistérios, são filtros, são enredos Que pecados d'amor trazem de-rastos...
E a minha bôca, a rútila manhã, Na via-láctea, lirica, pagã, A rir desfolha as pétalas dos astros!...