Portuguese poem
O Nosso Mundo
Eu bebo a Vida, a Vida, a longos tragos Como um divino vinho de Falerno! Poisando em ti o meu olhar eterno Como poisam as folhas sobre os lagos...
Os meus sonhos agora são mais vagos... O teu olhar em mim, hoje, é mais terno... E a Vida já não é o rubro inferno Todo fantasmas tristes e presagos!
A Vida, meu Amôr, quero vivê-la! Na mesma taça erguida em tuas mãos, Bôcas unidas hêmos de bebê-la!
Que importa o mundo e as ilusões defuntas?... Que importa o mundo e seus orgulhos vãos?... O mundo, Amôr!... As nossas bôcas juntas!...
PRINCE CHARMANT...
A Raul Proença
No languido esmaecer das amorosas Tardes que morrem voluptuosamente Procurei-O no meio de toda a gente. Procurei-O em horas silenciosas!
Ó noites da minh'alma tenebrosas! Bôca sangrando beijos, flôr que sente... Olhos postos num sonho, humildemente... Mãos cheias de violetas e de rosas...
E nunca O encontrei!... Prince Charmant... Como audaz cavaleiro em velhas lendas Virá, talvez, nas névoas da manhã!
Em toda a nossa vida anda a quimera Tecendo em frageis dedos frageis rendas... --Nunca se encontra Aquele que se espéra!...