Portuguese poem
O Meu Orgulho
Lembro-me o que fui dantes. Quem me déra Não me lembrar! Em tardes dolorosas Eu lembro-me que fui a primavera Que em muros velhos fez nascer as rosas!
As minhas mãos outróra carinhosas Pairavam como pombas... Quem soubéra Porque tudo passou e foi quimera, E porque os muros velhos não dão rosas!
São sempre os que eu recordo que me esquécem. Mas digo para mim: «não me merécem...» E já não fico tão abandonada!
Sinto que valho mais, mais pobresinha: Que tambem é orgulho ser sósinha, E tambem é nobreza não ter nada!