Portuguese poem
Viii
by Francisco Palha (1827–1890)
Da rósea estancia em que mora com seu limpido clarão, sorrindo, ao ceu vinha a aurora soltar do prégo as azelhas d'onde pende a escuridão sobre chaminés e telhas.
A festival harmonia pouco e pouco esmorecêra; e co'a luz do novo dia d'outra oschestra a afinação mais altos cantos rompêra, pois que entre os rocios do orvalho levantára escopro, e malho, um hymno de gratidão ao Deus, author do trabalho.
Este aranzel, espremido n'uma phrase clara e chã, quer dizer:--era manhã, e a solfa dos caldeireiros matava o bicho do ouvido na rua Augusta aos parceiros.