Versos Portuguese Francisco Palha Vii

Portuguese poem

Vii

by (1827–1890)

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Amar depois que trinta annos nos pesam sobre o cachaço; quando os frios desenganos guias são do incerto passo que nos vae levando á campa; quando a edade a correr vem e nas faces nos estampa oitenta rugas, ou cem! amar sem crenças; amar sem possuir attractivos; é padecer, é penar dôres do inferno entre os vivos.

Sabia-o; mas se fadado fôra eu já para essa dôr! e diz Garrett, o doutor em taes materias versado, que ninguem foge ao seu fado! Funesto foi sempre o meu! Est'alma, que Deus me deu, em quantos affectos nutre que devorou Prometheu!.