Portuguese poem
Desejo
Ah! que eu não morra sem provar, ao menos Siquer por um instante nesta vida Amor igual ao meo! Dá, Senhor Deos, que eu sobre a terra encontre Um anjo — uma mulher — uma obra tua, Que sinta o meo sentir; Uma alma que me entenda, irmã da minha, Que escute o meo silencio, que me siga Dos ares na amplidão! Que em laço estreito unidas, juntas, presas, Deixando a terra e o todo aos céos remontem N’um extasis de amor!