Portuguese poem
Sobre o túmulo de um menino
O involucro de um anjo aqui descança, Alma do céo nascida entre amargores, Como flor entre espinhos! — tu, que passas, Não perguntes quem foi. — Nuvem risonha, Que um instante correu no mar da vida; Romper da aurora que não teve occaso, Realidade no céo, na terra um sonho! Fresca rosa nas ondas da existencia, Levada á plaga eterna do infinito, Como off’renda de amor ao Deos que o rege; Não perguntes quem foi, não chores: passa.