Portuguese poem
Nasces, Infanta bela, e com ventura
by Gregório de Matos (1636–1696)
Nasces, Infanta bela, e com ventura Tão desigual a toda a gentileza, Que vencendo o poder da natureza, Venturosa fizeste à formosura.
Com tal estrela sobe a tal altura A formosura posta em tanta alteza, Que por nasceres pasmo da beleza, Da pensão de formosa estás segura.
Nasceste Filha enfim da bela Aurora Com graça singular, ventura clara, Com estrela nasceste, ó feliz hora!
Nascer bela, e feliz é cousa rara: Mas em ti Portugal venera agora Uma estrela na dita, um sol na cara.