Portuguese poem
Eu quizera depois das lutas acabadas
by Guilherme de Azevedo (1839–1882)
Eu quizera depois das lutas acabadas, Na paz dos vegetaes adormecer um dia E nunca mais volver da santa lethargia, Meu corpo dando em pasto ás plantas delicadas!
Seria bello ouvir nas moutas perfumadas, Emquanto a mesma seiva em mim tambem corria, As sãas vegetações, em intima harmonia, Aos troncos enlaçando as lividas ossadas!
Ó belleza fatal que ha tanto tempo gabo: Se eu volvesse depois feito em jasmins do Cabo, —Gentil metamorphose em que n'esta hora penso;—
Tu, felina mulher com garras de veludo Havias de trazer meu espirito, comtudo, Envolto muita vez nas dobras do teu lenço!