Portuguese poem
O Milagre de Guaxenduba
by Humberto de Campos (1886–1934)
Minha Terra natal, em Guaxenduba; Na trincheira, em que o luso ainda trabalha, A artilharia, que ao francês derruba, Por três bocas letais pragueja e ralha.
O leão de França, arregaçando a juba, Saltou. E o luso, como um tigre, o atalha. Troveja a boca do arcabuz, e a tuba Do índio corta o clamor e o medo espalha.
Foi então que se viu, sagrando a guerra, Nossa Senhora, com o Menino ao colo, Surgir lutando pela minha terra.
Foi-lhe vista na mão a espada em brilho... (Pátria, se a Virgem quis assim teu solo, Que por ti não fará quem for teu filho?)