Versos Portuguese Humberto de Campos Retrospecto

Portuguese poem

Retrospecto

by (1886–1934)

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Vinte e seis anos, trinta amores: trinta vezes a alma de sonhos fatigada. e, ao fim de tudo, como ao fim de cada amor, a alma de amor sempre faminta!

Ó mocidade que foges! brada aos meus ouvidos teu futuro, e pinta aos meus olhos mortais, com toda a tinta, os remorsos da vida dissipada!

Derramo os olhos por mim mesmo... E, nesta muda consulta ao coração cansado, que é que vejo? que sinto? que me resta?

Nada: ao fim do caminho percorrido, o ódio de trinta vezes ter jurado e o horror de trinta vezes ter mentido!