Portuguese poem
Pero Coelho
by Humberto de Campos (1886–1934)
Na umidade do cárcere de Olinda - Enjaulado jaguar que a vida acaba Lembrando a selva rumorosa e linda - Sonha o conquistador da Ibiapaba.
O sonho é o resto da jornada: é a vinda; E a morte; é a sede; é o desespero; a taba Toda investindo. A terra em fogo. Um baba; Outro cai; outro fica; outro se finda...
Dois filhos morrem nos seus braços: vede! E nem, sequer, irmão de Agar, tem perto, Nos olhos água que lhes mate a sede!
E, ao fim de tudo, acusações e gritas... Ah! por que não tombara no Deserto Abraçado com os seus israelitas!?...