Portuguese poem
Ii
by Jaime de Magalhães Lima (1859–1936)
O mais rude como o mais experimentado adorou neste mundo a eternidade. Na hora mais breve que se esvai e passa, no sorrir e nos olhos dos que amou, quis ver e quis sentir luz que não morre; e fielmente, talvez para não cair em tentação de perjúrio ou fraqueza, quis encarnar a crença na flor, dar um cálice à fé e o seu quinhão da formosura que na terra a louva.
A vida só é vida enquanto ama e traduz e adora a eternidade na beleza do mundo e da nossa alma. É a tua lei, Senhor!
Possa eu servi-la e fosse este meu peito perpetua do romeiro onde abrigasse um infinito amor e eterna graça!