Portuguese poem
Ii
by Jaime de Magalhães Lima (1859–1936)
Senhor! Sê piedoso! Socorram-me os teus anjos. Reanimem-me em cálices de vida; humedeçam-me os lábios na tua paz; iluminem-me o mundo na tua luz.
Afasta dos meus passos esse espectro que me enegrece de terrores as noites, essa sombra de gélidas vigílias que me murmura o desespero e a dúvida, e, rindo dos meus sonhos piedosos, repete escarnecendo cruelmente:
Doçura! louco, só na morte a encontras!