Portuguese poem
Ii
by Jaime de Magalhães Lima (1859–1936)
Abrase-me, Senhor, o teu ardor! Que se me converta em pó o mísero invólucro deste ser que nasceu para servir-te, e desfeito em teus férvidos alentos crie uma gota desse imenso amor que é o teu eterno cálice de vida! --Tal qual o Estio abrasa e queima a terra para transmudar em pão a rocha árida e fria, incendeia de amor meu coração para em tua fé remir os infiéis!